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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Hardcore Sitting: Adrenalina para cadeirantes

Criado nos Estados Unidos, o "skate para cadeirantes" começa a conquistar o território Brasileiro


Engana-se quem pensa que um cadeirante está fadado ao sedentarismo. Criado por Aaron Fotheringham, garoto de 17 anos nascido em Las Vegas, o "Hardcore Sitting" - um esporte pra lá de radical sobre cadeiras de rodas modificadas - começa a embalar não apenas na terra do Tio Sam, mas no Brasil também.

Tudo começou quando Aaron, aos 14 anos, começou a andar de maneira mais extravagante. Quase todos os dias o garoto seguia seu irmão para observar as manobras de BMX (bicicleta) na pista de skate do bairro. Um dia seu irmão perguntou-lhe se gostaria de dropar a rampa o que, à primeira vista, assustou o garoto. Mesmo com o frio na barriga, Aaron tentou e, como ele mesmo diz, se "viciou" na prática. Após 50 tentativas, ele conseguiu até executar um backflip - mortal para trás, com giro de 360 graus. Desde então, o esporte vem ganhando adeptos, que inventam manobras inspiradas em BMX, patins e skate. 

A repercussão na mídia foi tanta que o esporte cruzou fronteiras e chegou a outros países, como aqui no Brasil. Hoje, o Hardcore Sitting concentra praticantes na cidade de Rio Claro, interior de São Paulo. Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, aqui no Brasil o esporte ainda é praticado com cadeiras de basquete adaptadas. Mesmo assim, é um alento para os cadeirantes que precisam descarregar a adrenalina. Caso do jovem Aaron que vê na modalidade "uma forma divertida de viver a vida", segundo entrevista ao site New Disability. Com criatividade de quem encara rampas e corrimões, a palavra deficiência vai perdendo o sentido.


Fonte: obaoba.com.br

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Rio de Janeiro, sede das Paralímpiadas-2016 e pesadelo para os deficientes


Com muita paciência, Viviane Macedo, pentacampeã brasileira de dança em cadeira de rodas, se prepara para enfrentar o pesadelo diário de milhares de pessoas com deficiência física no Rio de Janeiro, que em quatro anos sediará os Jogos Paralímpicos: o de se deslocar pela cidade.

Vários ônibus passam a toda velocidade e a ignoram. Outros não estão adaptados para transportá-la. E quando finalmente um é forçado a parar por um fiscal, o mecanismo para levantar a cadeira de rodas não funciona.

Os desafios são muitos: faltam calçadas ou elas estão cheias de buracos, os semáforos não têm som, faltam rampas e as que existem às vezes são tão inclinadas que exigem muita força para superá-las, muitos elevadores do metrô estão quebrados, táxis que se recusam a transportá-los ...


"É quase impossível pegar um ônibus na cidade", disse à AFP esta dançarina de 35 anos que se mudou para Copacabana, porque pode pegar o metrô, já que o Rio tem apenas duas linhas.

No entanto, não sabe se poderá continuar a viver no bairro por muito tempo. A Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 e o boom do petróleo têm inflacionado os preços e os custos de moradia subiram mais de 100% em um ano.

Viviane, que teve poliomielite quando criança, apesar de ter sido vacinada, não recebe qualquer ajuda do Estado e está à espera de uma prótese computadorizada que custa 30 mil reais, que seria fornecida pela Prefeitura.

Ela só esquece os problemas quando dança, especialmente samba e zouk. Mas para chegar até o salão, onde ela treina e ensina as crianças com deficiência, Viviane arrisca sua própria vida, movendo-se em sua cadeira de rodas entre carros, ônibus e motos que passam zunindo ao seu lado, porque as calçadas estão cheias de obstáculos.

A dança de cadeira de rodas não é um esporte olímpico, mas Viviane espera que os Jogos Paralímpicos, em setembro de 2016, com cerca de 4.200 atletas de mais de 150 países, deixe um legado para todos.

 -- "No Rio, o cego é um aventureiro" -- 

Mais da metade da frota de ônibus do Rio de Janeiro está adaptada para transportar deficientes (contra 100% dos ônibus de Londres, sede dos Jogos-2012), mas muitas vezes o mecanismo está quebrado, o motorista não encontra a chave para ligá-lo, ou, muitas vezes, nem sabe como funciona.

O sistema de transporte BRT (Bus Rapid Transit), escolhido para os Jogos de 2016, será adaptado para pessoas com deficiência, promete o prefeito. Mas onde as obras já começaram, na Barra da Tijuca, por exemplo, foram construídas rampas muito íngremes, disse à AFP Teresa Amaral, que dirige o Instituto Brasileiro de Direitos dos Deficientes (IBDD).

"O cego tem que ser um aventureiro no Rio. Uma amiga minha estava atravessando a rua do Instituto de Cegos, onde fica o único semáforo com som da cidade, e foi atropelada", conta.

Viviane chega em Copacabana de metrô, após pedir ajuda a um funcionário para descer as escadas, pois o elevador não funciona.

No famoso calçadão da praia, o problema é a escada que leva aos banheiros. "Não há nenhum banheiro acessível aos deficientes em toda o litoral carioca. É preciso trazer penico ou segurar", lamenta.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, prometeu na segunda-feira, ao desembarcar de Londres com a bandeira Paralímpica, que a cidade mudará.

"Vamos transformar esta cidade. Transformar esta cidade em algo acessível e amigável para os deficientes tem de ser um compromisso dos cariocas. Que a chegada desta bandeira nos inspire", disse ele.

-- Da glória à dura realidade -- 

Os atletas brasileiros estiveram entre os grandes protagonistas dos Jogos Paralímpicos de Londres-2012, onde conquistaram 43 pódios e a sétima colocação no quadro de medalhas.

Mas o retorno ao Brasil pode ser difícil para muitos, alerta Amaral.

"O atleta muitas vezes atravessa um momento de glória e volta para uma dura realidade no Brasil: não tem profissão nem emprego, ninguém respeita seus direitos", disse, e lembra que alguns até "passam fome" após conquistar o ouro.

O Brasil tem "um longo caminho a percorrer em termos de inclusão social para deficientes", admitiu em Londres Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Fonte: IBDD

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Como as próteses digitais podem ajudar atletas e pessoas com dificuldade de locomoção




O esporte paraolímpico é um dos maiores laboratórios para o desenvolvimento de próteses mais modernas. O sul-africano Oscar Pistorius  já era uma dos atletas paralímpicos mais famosos da atualidade. Ele ganhou o mundo quando, usando suas pernas artificiais de carbono, pôde competir em igualdade de possibilidades com atletas não deficientes em nível mundial. 

Corredor Paraolímpico Oscar Pistorius
"A prótese no esporte paraolímpico funciona como o carro de Fórmula 1: você desenvolve a tecnologia na pista e depois traz ela pro dia-a-dia. Prótese esportiva é a mesma coisa: o atleta treina, potencializa a musculatura para dar o retorno elástico da prótese e depois a tecnologia vem para o dia a dia" diz Ciro Winckler, professor de Educação Física da Unifesp.

A questão é que se toda tecnologia das próteses mais modernas fosse permitida no esporte paralímpico, estariam então competindo os melhores programadores e não mais os atletas. Nesse sentido, existe uma diferença importante entre hardware e software. As próteses mecânicas, como a de fibra de carbono usada por Pistorius, são permitidas nas competições, afinal os músculos do atleta precisam trabalhar arduamente. Já as biônicas, como as que você vai conhecer agora, não podem ser usadas no esporte, mas fazem diferença na vida de quem precisa usá-las. 

Os fabricantes de próteses biônicas usam toda a experiência dos atletas para desenvolver produtos que realmente melhoram a qualidade de vida dos amputados. Combinando a inteligência artificial com a fisiologia humana, a bioengenharia desenvolveu próteses que respondem à ação humana a fim de devolver as funções anatômicas perdidas após a amputação. 

"Tem a percepção do movimento, tem um processador , um microchip que faz o processamento dessas informações e dá o retorno mecânico a partir do movimento da pessoa", afirma Winckler.

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT é o responsável pelo desenvolvimento da maior parte das próteses digitais. E boa parte delas recorre à inteligência artificial, que é composta por microprocessadores, sensores, acelerômetros e giroscópios. Funcionam como um carro de câmbio automático; a prótese é capaz de identificar a velocidade do caminhar para ajustar o amortecimento necessário para maior conforto do usuário. Tudo isso é feito através de sensores e algoritmos de computador. 




Esta prótese é ainda mais completa. Com um motor integrado, ela faz com que o joelho busque a sua própria energia ao para esticar ou flexionar a perna. O joelho biônico ainda recorre a sensores e a um microprocessador para "aprender" o modo de caminhar do usuário, ajustando-se automaticamente com base na velocidade, no terreno e na amplitude da passada. O giroscópio atua como sensor de movimento e assim identifica onde se encontra a articulação no “espaço” e também o ângulo de inclinação. 

"Esta prótese melhor a qualidade de vida, melhora a eficiência mecânica da marcha, mas acho que o principal ponto não é a questão mecânica; é a questão de aceitar a sua condição. Você olha a pessoa e você não vê o nível de anormalidade. Não existe uma "deficiência" mais aparente do que a substituída pela prótese", segundo Winckler.

Apesar de tanta evolução, um obstáculo ainda é enorme para que essas próteses possam atender e beneficiar mais pessoa o preço: São todas importadas, principalmente da Alemanha e da Finlândia, onde são produzidas. Por lá, essas próteses custam algo em torno de 100 mil dólares. Aqui, somadas as taxas de importação, essas próteses biônicas chegam ao Brasil com valores atingindo absurdos 240 mil reais – valor de carro de luxo. 

De qualquer forma, soluções cada vez mais inovadoras aparecem para facilitar a vida de portadores de necessidade especial de todos os gêneros. Para um futuro próximo, o que deve surgir são próteses e aparelhos controlados pela força da mente. 

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br

sábado, 20 de julho de 2013

Projeto que leva cadeirantes para o mar é ampliado em Pernambuco

Jangadas adaptadas para cadeiras anfíbias possibilita aos cadeirantes acessar as piscinas naturais e desfrutar do famoso passeio de Porto de Galinha

Praia Acessível

O projeto Praia sem Barreiras, amplia a infraestrutura do balneário para receber mais cadeirantes na praia.O grande sucesso desse projeto são as jangadas adaptadas para cadeiras anfíbias. Exclusividade em Pernambuco, o equipamento possibilita aos cadeirantes acessar as piscinas naturais e desfrutar do famoso passeio de Porto de Galinhas. Além disso, a iniciativa inclui uma passarela de 250 m,  que liga a principal parada de ônibus totalmente adaptada às cadeiras até a praia das piscinas naturais.
“Porto de Galinhas, mais do que um destino repleto de belezas, deve ser um lugar para todos, com infraestrutura que garanta lazer pleno aos visitantes”, conclui Otaviano Maroja, presidente da Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas. O projeto funciona de quinta-feira a segunda-feira, nos períodos de maré baixa.

Conheça algumas modalidades esportivas adaptadas para cadeirantes

Muitos esportes já foram adaptados para pessoas que usam cadeiras de rodas. Algumas modalidades se tornaram paralímpicas e são disputadas com seleções do mundo todo. O Comitê Paralímpico Brasileiro reúne informações sobre as nossas seleções de atletismo, basquete, bocha, halterofilismo, rugbi, tênis, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, vela, remo e natação. O handebol ainda não é um esporte paralímpico, mas está nessa direção com mais de 12 países competindo em mundiais. Conheça algumas modalidades paraolímpicas em cadeiras de rodas:
Atletismo
Praticado por paratletas de ambos os sexos. Cadeirantes com sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações competem nas provas de campo com arremesso, lançamentos e saltos, e também nas provas de pista, com corridas de velocidade e fundo. As provas são de 800m, 1500m e 5000m. Um atleta profissional pode se especializar em provas de rua também, como maratonas e corridas rústicas.
Atletismo em Cadeira de Rodas
Ariosvlado da Silva, o Parré
(Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)
Basquete
Praticado por paratletas de ambos os sexos. Jogadores possuem alguma deficiência físico-motora, sob as regras adaptadas da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). As cadeiras são padronizadas para garantir igualdade entre os times. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC).
Basquete em cadeira de Rodas
Basquete (Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)
Bocha
Cadeirantes com paralisia cerebral severa podem competir sozinhos, em duplas ou em equipes. Os paratletas lançam bolas coloridas o mais próximo possível da bola branca, conhecida como bolim. É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores.
Bocha em cadeira de rodas
Bocha (Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)
Esgrima
O que diferencia a esgrima olímpica da adaptada para cadeiras de rodas é que os paratletas tem as cadeiras fixas no chão. As competições são de florete (a arma mais leve), de espada ou de sabre. Os equipamentos obrigatórios de proteção são máscara, jaqueta e luvas. Na disputa com espadas, uma cobertura metálica também protege as pernas do atleta e as rodas da cadeira.
Esgrima em cadeira de rodas
Esgrima (Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)
Halterofilismo
Praticado por paratletas de ambos os sexos, com deficiência física nos membros inferiores ou paralisia cerebral. Sem as cadeiras, os paratletas permanecem deitados em bancos e executam movimento conhecido como supino, quando a barra de apoio é retirada e o braço do atleta fica totalmente estendido. Ele deve flexionar o braço descendo a barra até a altura do peito e voltá-la até a posição inicial.
Halterofilismo em cadeira de rodas
Halterofilismo (Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)
Rugbi
Praticado por atletas tetraplégicos de ambos os sexos. Para equilíbrio entre times, os jogadores são categorizados em sete classes de acordo com a habilidade funcional. O objetivo do jogo é marcar o gol. A área de gol é delimitada por dois cones verticais na linha de fundo da quadra. Para marcar gol, o atleta precisa passar a linha de gol adversária, com duas rodas da cadeira segurando a bola.
Rugbi em cadeira de rodas
Rugbi (Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)
Tênis
Praticado por atletas com deficiência de locomoção de ambos os sexos.  A principal diferença de regra é que a bola pode quicar duas vezes antes de ser rebatida, podendo o segundo quique ocorrer fora da área. A mesma regra é válida para os saques, que podem ser realizados por outra pessoa se a deficiência do jogador o impedir de realizar o saque.
Tênis de Cadeira de Rodas
Tênis (Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro)
Tênis de Mesa
Participam mesatenistas de ambos os sexos com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes. As competições são divididas entre atletas andantes e cadeirantes. Quanto maior o número da classe, menor é o comprometimento físico-motor do atleta. Os jogos podem ser individuais, em duplas ou por equipes. As partidas são decididas em cinco sets, que são ganhos até que um dos times atinja 11 pontos.
Tênis de Mesa em cadeira de rodas
Tênis de Mesa (Foto:Comitê Paralímpico Brasileiro)

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