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segunda-feira, 24 de março de 2014

Rio quer facilitar acesso de deficientes aos polos gastronômicos

Serão palestras sobre o conceito de acessibilidade física/espacial

As secretarias de Desenvolvimento Econômico Solidário e da Pessoa com Deficiência do Rio estão criando através de uma regulamentação conjunta o Programa Polos Gastrostômicos Inclusivos. Trata-se de uma iniciativa para melhorar o acesso das pessoas com limitações físicas aos estabelecimentos inseridos no Programa Polos do Rio.

A resolução prevê a realização de Encontros de Sensibilização, que vão expor aos donos de restaurantes, participantes dos Polos, metres e gerentes dos estabelecimentos os benefícios de adesão ao Programa. Serão palestras sobre o conceito de acessibilidade física/espacial, materiais de comunicação visual, cardápios e outros conceitos importantes para o sucesso do empreendimento.

Numa segunda etapa, já para os restaurantes que aderirem ao Programa, haverá Encontros de Capacitação, onde serão apresentadas as características e necessidades de cada deficiência, simulações do dia a dia das pessoas com deficiência, além de orientação como melhor lidar com estas pessoas.

Por fim, nos Encontros de Orientação serão passadas as normas básicas de acessibilidade, com objetivo de desmistificar ao tema, mostrando alternativas nos espaços para o melhor atendimento à pessoa com deficiência. A inciativa foi muito bem recebida pelos Polos e dez deles já demonstraram interesse em participar do projeto, totalizando 136 estabelecimentos.

fonte: correiodobrasil.com.br


quinta-feira, 20 de março de 2014

Turismo acessível rende prêmio internacional a Socorro


Considerado um polo de turismo de aventura no Brasil, a cidade de Socorro, a 132 quilômetros de São Paulo, vai receber no próximo dia 1º de abril, o Prêmio Rainha Sofia de Acessibilidade, outorgado pelo Conselho Real para Deficiência, do governo espanhol, em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e a Fundação ACS, que visa a promoção e o desenvolvimento de atividades culturais e artísticas. A cerimônia será realizada no Palácio Zarzuela e terá a presença da rainha Sofia. O valor do prêmio é de aproximadamente R$ 50 mil.

“É o reconhecimento internacional de um trabalho realizado em parceria com o Ministério do Turismo”, disse o secretário de Turismo e Cultura, Acácio Zavanella, lembrando que a inscrição da cidade para concorrer ao Prêmio Rainha Sofia foi incentivado pelo MTur. O Brasil tem pelo menos 25 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, de acordo com o IBGE. Nos últimos anos, o ministério investiu cerca de R$ 2,2 milhões em obras de infraestrutura para a cidade.

O esforço de adaptação tornou a cidade um dos dez Destinos Referência em Segmentos Turísticos do Ministério do Turismo. Atualmente, quase 100% dos hotéis estão adaptados para os mais variados tipos de deficiência, assim como bares e restaurantes, que já apresentam cardápios em braile. Até os telefones públicos estão adaptados para pessoas com deficiência auditiva. Entre as mais de 20 atividades de aventura oferecidas em Socorro, dez já foram adaptadas e podem ser praticadas até mesmo por cadeirantes.

A proposta de inclusão teve início com as atividades de aventura, em 2005, mas se expandiu para os serviços urbanos, públicos e privados. No Horto Municipal, por exemplo, existe um jardim aromático contemplando sinalização tátil (pisos alerta e direcional, mapas táteis e placas em braille) para deficientes visuais, rampas de acesso, além de banheiros adaptados.

Socorro também segue a linha do turismo sustentável. Parte dos hotéis e pousadas usam energia solar para aquecimento dos chuveiros. Programas de reflorestamento compensam os danos causados pela exploração agropecuária. Há ainda projetos de educação ambiental e envolvimento da comunidade nas atividades turísticas com produção de artesanato local.

Prêmio

A premiação Rainha Sofia de Acessibilidade Universal foi criada em 2007. É destinada a municípios que se caracterizam por sua trajetória de políticas inclusivas, garantindo direito de acessibilidade como condição de igualdade e oportunidades. É subdividido em cinco categorias, três delas destinadas a cidades espanholas e outras duas para municípios latinos americanos. Os vencedores do prêmio de 2013, além de Socorro (SP), foram as cidades de Frigiliana, em Málaga; Linares, em Jaen e Logroño, no Norte da Espanha; além de Canelones no Uruguai.


Fonte: Ascom/Mtur

quarta-feira, 19 de março de 2014

Analisamos as mudanças de acessibilidade no iOS 7.1

Sistema introduz novas opções para auxiliar usuários com deficiência visual ou motora, e algumas até mesmo dispensam hardware extra 


Além de compatibilidade com o novo sistema CarPlay e algumas mudanças na interface, a Apple dedicou atenção a vários recursos de acessibilidade no iOS 7.1. Embora a maioria deles seja voltado a usuários com pouca visão, o sistema também traz recursos para os usuários cegos e aqueles que tem dificuldades motoras.

Para os deficientes visuais


No geral o iOS 7 tem sido um desafio para os usuários com pouca visão. Muitas das escolhas de estilo, como as transparências, baixo contraste e falta de botões claramente definidos dificultam a interação com o sistema. E isso se torna um desafio ainda maior se levarmos em conta que a visão é variável: o que funciona bem para um usuário pode não funcionar com o outro.

A Apple começou a resolver isso adicionando opções para mostrar o contorno dos botões, mais opções e contraste e ampliando alguns dos recursos já existentes em Ajustes > Geral > Acessibilidade. No geral este é um passo importante na direção certa, mas ainda há muito o que fazer.

Várias das mudanças são voltadas a deficientes visuais
Um problema ainda sem solução é a falta de consistência no teclado do iOS. Como ele pode ser claro ou escuro, dependendo do app ou da situação, encontrar a combinação perfeita de ajustes para pouca visão que funcionem para qualquer usuário é um exercício em meio-termos.

O fato de que muitos recursos de acessibilidade agora podem ser ativados ou desativados usando o Siri ajuda um pouco, mas mesmo assim os usuários podem não encontrar o ajuste perfeito para as suas necessidades. Uma opção de acessibilidade para definir um esquema de cores estático para o teclado seria um grande passo rumo à solução deste problema.

Os vários ajustes interagem entre si de diferentes formas, e por causa disso os usuários com pouca visão devem experimentar diferentes combinações para encontrar a que funciona melhor. Esperamos que a Apple continue neste caminho e expanda o número de opções para ajudar o maior número de usuários possível.

Mudanças no VoiceOver

O VoiceOver, a tecnologia de leitura de tela da Apple que lhe diz o que está na tela e ajuda a navegar por ela, também sofreu algumas mudanças, embora em sua maioria elas sejam correções de bugs e pequenos ajustes para melhorar a experiência como um todo. Por exemplo, apps que foram recentemente atualizados anunciam isto quando seu ícone é tocado. A barra de endereços do Safari pode falar a URL sem que você tenha que tocar para editá-la. O VoiceOver se comporta melhor quando há outro áudio tocando e a qualidade de algumas das vozes foi ligeiramente melhorada.

Usando a câmera como um controle

O iOS 7 já tinha um recurso de acessibilidade chamado Switch Controle que permitia aos usuários com dificuldades motoras controlar o aparelho usando um dispositivo externo, conectado via Bluetooth por exemplo. A novidade no iOS 7.1 é a capacidade de usar a câmera do aparelho como um controle. Toque em Ajustes > Geral > Acessibilidade > Controle Assistivo e então em Controles. Toque em Adicionar Novo Controle… e você verá a opção Câmera.

É possível usar movimentos da cabeça, detectados pela câmera, para controlar um aparelho
 Toque nas opções Cabeça à Esquerda ou Cabeça à Direita e você verá vários comandos possíveis incluindo Tocar, Botão Início, Central de Notificações, Siri e controles de volume. Ou seja, ligando o Controle Assistivo você pode usar movimentos da cabeça, detectados pela câmera frontal, para enviar comandos ao seu aparelho.

Isso expande o número de usuários com dificuldades motoras que podem começar a usar imediatamente um dispositivo iOS assim que ele sai da caixa, já que não exige que hardware extra seja conectado a ele.

Há mais por vir

A Apple fez grande progresso na acessibilidade no iOS 7.1, mas ainda há alguns bugs. Está claro que os usuários com pouca visão foram o foco desta vez, mas ainda há trabalho a ser feito. Temos certeza de que veremos ainda mais melhorias e recursos no iOS 8.


Fonte: macworld brasil


quinta-feira, 6 de março de 2014

Acessibilidade pode ser nicho para pequenas empresas


Mais de 45,6 milhões de brasileiros (24% da população) declararam ter alguma deficiência, segundo o Censo de 2010 do IBGE. Mesmo assim, essa parcela da sociedade carece de serviços e produtos. “Foque seu negócio na acessibilidade. E, se tiver outro negócio, foque na acessibilidade também”, enfatizou o educador Nelson Junior, consultor em acessibilidade, Libras e Braille, durante palestra na Terceira Feira do Empreendedor do Sebrae, em São Paulo.

Há mais de 20 o Brasil dispõe de uma lei que obriga grandes empresas a contratarem deficientes – o que ajudou essas pessoas a terem renda. “Cego compra e compra bastante. Estamos ganhando dinheiro, pois entramos no mercado de trabalho”, comenta o locutor de rádio Celso Bianchi Colette.

A empresária Patricia Tamani, que trabalha com impressão em braile há 12 anos, diz que sua área de atuação está crescendo. Um restaurante que oferece versão em braile do cardápio, por exemplo, fidelizará um cliente – e trará novos, pela propaganda boca a boca.

O instrutor de Libras Ademir Toledo Piza dá outro exemplo. Na sua área, o mercado está tão aquecido que faltam profissionais. Segundo ele, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a segunda do país em número de usuários. “É uma questão de tempo. Vai ‘bombar’ daqui a três anos, o que é tempo suficiente para se especializar”, aposta Nelson Junior. “Professor de inglês não é mais luxo, mas de Libras, sim.”

“Muitos empreendedores pensam que investir em acessibilidade é gastar dinheiro e não vê como negócio”, analisa Nelson Junior. Um sinal disso era o próprio público do debate sobre acessibilidade na feira do Sebrae: o local tinha menos gente que outros ministrados no mesmo horário.

As áreas de atuação são muitas. Muitas empresas têm dificuldade de encontrar um profissional capacitado com deficiência, o que mostra que capacitação profissional para esse grupo é um nicho promissor. Estabelecimentos e instituições precisam ser adaptados, o que gera possibilidades para os setores de construção e de objetos relacionados à acessibilidade. Tradutores de libras e revisores de braile são profissionais requisitados, o que traz vantagens para quem estar no setor da Educação, por exemplo.
 “Além de você ter lucros, está colaborando com a acessibilidade”, diz Nelson Junior.
    

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O que é acessibilidade

A acessibilidade é de fato um direito todos os deficientes físicos, mentais e entre outros tipos de dependentes a se locomoverem com conforto, com facilidade e de modo eficaz. Exemplificando a acessibilidade no transporte público como o ônibus é possuir de fato o elevador nos degraus para que o cadeirante possa embarcar com êxito e sem nenhum tipo de equivoco.
Outro exemplo crucial são as ramas de acesso em locais privados e públicos, dando a acessibilidade e não tornando a necessitar de ninguém para se locomover. A acessibilidade é muito importante também nos trens e metrôs, possuindo um vagão especial e todo estruturado com rampas, corrimãos e com chão anti derrapante para os cadeirantes. Vale ressaltar de que são também importantes os elevadores em estações de embarque no transporte ferroviário, levando comodidade.
A acessibilidade em locais públicos como em aeroportos são de extremo valor para as cidades metrópoles, pois é necessário inúmeras rampas e elevadores para os cadeirantes de plantão que viajam.

Com isso, para mais informações e detalhes sobre a acessibilidade e as dificuldades das pessoas com deficiência na urbanização, fique ligado aqui no web site cidade acessível e veja as melhores matérias, novidades em destaques, além de dicas e muito mais.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Acessibilidade é entrave ao receptivo de turistas

Poucos estabelecimentos possuem estrutura e equipamentos para receber pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida
Célia critica a falta de estrutura oferecida por diversos serviços turísticos no Brasil
Às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, pelo menos um aspecto ainda exige mudanças urgentes no trade turístico: a acessibilidade nos espaços públicos e privados. Poucos empresários do setor se deram conta do potencial de mercado quando o assunto é melhor atender portadores de deficiências físicas, auditivas ou visuais. O nicho de pessoas com mobilidade reduzida – que ainda inclui gestantes, idosos, obesos e anões –, ocupa o terceiro lugar no turismo em todo o mundo. Algumas delas devem desembarcar no País em junho deste ano, e outras durante os Jogos Paralímpicos de Verão, que ocorrerão em setembro de 2016 no Rio de Janeiro.

“Será uma vergonha”, sentencia a vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Condefi) da cidade paulista de Santos, Célia Regina Saldanha Diniz. Cadeirante desde os dois anos de idade, a dirigente, que também é funcionária pública municipal, hoje com 49 anos, critica diversos serviços turísticos, desde a aviação até a rede hoteleira. “Como receber um avião cheio de cadeirantes (referindo-se aos paratletas que virão disputar os jogos de 2016), se, nos aeroportos, em situações cotidianas, a presença de um ou dois passageiros já causa diversos constrangimentos?”, questiona.

Célia refere-se ao fato de que poucos desses empreendimentos e companhias aéreas no Brasil possuem o ambulist, elevador de embarque e desembarque para deficientes ou pessoas com mobilidade reduzida. “Eu viajo muito, e, cada vez que chego a um aeroporto, é um ‘perrengue’ diferente. Eu não posso ter pressa, e me nego a embarcar e desembarcar no colo de alguém desde a última vez que, com a escada do avião molhada porque estava chovendo, quase me derrubaram”, ilustra a funcionária pública. “Tenho uma amiga cega, que, certa vez, para ser ‘auxiliada’ na descida da aeronave, foi literalmente puxada pela bengala – que é, na prática, o olho dela! Isso não é digno, não é decente. É muito difícil”, desabafa a dirigente.

Dados do Ministério do Turismo (MTur) apontam que, somente no Brasil, existem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. E com alguns direitos básicos, conquistados após anos de luta (como acesso à educação e ao sistema de saúde), agora os portadores de necessidades especiais querem poder viajar, fazer esporte e ter momentos de lazer com as mesmas vantagens que qualquer outra pessoa, aponta o coordenador geral do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Jorge Amaro de Souza.

“Nos últimos anos, dados do Ministério da Educação mostram que o número de pessoas com alguma deficiência aumentou em 900% no Ensino Superior”, mensura Souza. Ele destaca que este nicho – ao contrário do que alguns empresários pensam – é formado por um público de diversas classes sociais e que representa uma boa parte dos turistas que circulam em solo nacional. E, com melhor infraestrutura, este volume pode aumentar, gerando lucro para as empresas que apostarem no investimento em estrutura e equipamentos acessíveis.

“Algumas redes hoteleiras já começaram a se dar conta que essas pessoas também fazem turismo e que um portador de deficiência nunca viaja sozinho, sempre terá pelo menos um acompanhante”, ressalta o coordenador do Conade. Segundo Souza, o investimento em acessibilidade não é caro, quando feito no início de uma obra. “Representa 2% a 5% do total da construção, é um recurso que volta muito rápido”, garante.

“O investimento que se faz para tornar um estabelecimento acessível, se paga muitas vezes somente com a divulgação espontânea na mídia e com a repercussão entre os hóspedes. As pessoas gostam e indicam”, concorda o diretor do Villa Bela Hotel Conceito, Roger José Bacchi, que recentemente teve a hospedagem reconhecida pelo I Prêmio Inovação do Turismo RS (promovido pelo governo do Estado), na categoria Infraestrutura para Portadores de Deficiência – Acessibilidade Universal.

MTur lança campanha nacional para mobilizar empreendedores a melhorarem o trade

Com o objetivo de mobilizar o setor e alertar viajantes com deficiências sobre seus direitos em atividades relacionadas ao turismo, o MTur lançou recentemente uma campanha (com o slogan Turismo Acessível – Um Brasil onde todos podem viajar) que apresenta as dificuldades vividas por pessoas com deficiência auditiva, visual, motora e intelectual em atividades relacionadas ao setor turístico. A ação do Ministério é realizada em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). Direcionada às empresas do trade, busca informar gestores e funcionários para que saibam como agir e melhor receber o segmento.

De acordo com o secretário de Políticas de Turismo do órgão federal, Vinicius Lummertz, a ideia inclui capacitar também aqueles empresários que já apostam suas fichas na implementação de infraestrutura adequada e na compra de equipamentos que ajudem a independência dos portadores de necessidades especiais, tanto no deslocamento quanto no desfrute dos serviços.

Em 2013, o governo federal ainda disponibilizou R$ 98 milhões em obras de infraestrutura para acessibilidade nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Também estão sendo qualificados 8 mil profissionais no mercado, para atender melhor ao segmento de deficientes e pessoas com mobilidade reduzida. “Queremos multiplicar o conhecimento. Para isso, fizemos um manual que ensina o caminho que o setor deve trilhar e ainda divulga os destinos que estão apostando nessa ideia”, diz.

Lummertz ressalta que a complexidade da acessibilidade presente em “uma cidade inteira”, inicia-se desde a hora do desembarque do turista, passando pelo transporte de carro ou ônibus, pelas calçadas e entradas de prédios até o banheiro do quarto do hotel. “Meia acessibilidade pode ser cruel”, avalia o secretário do MTur, ao dar o exemplo hipotético de um deficiente visual ou motor caminhando por uma rua acessível que chegue em um estabelecimento onde “tudo complique”.

Mas a realidade é ainda pior. “Eu não encontro nenhum lugar onde se possa caminhar tranquilamente nas calçadas – as principais capitais não têm acessibilidade, no máximo meia dúzia de rampas e pisos táteis que vão do nada a lugar nenhum”, dispara a fonoaudióloga Naira Rodrigues Gaspar, de 44 anos. “Certa vez, em Curitiba, que é lotada de pedras portuguesas na calçada, tive que usar uma ciclovia para me deslocar levando as malas até o hotel – imagine o transtorno!”, observa Naira.

A situação não melhorou quando ela chegou na hospedagem: teve de entrar pela garagem, única alternativa, além da escadaria “enorme” na entrada do estabelecimento. “E o quarto, dito adaptado, tinha um banheiro que alagava, e sequer havia uma tomada na parede”, conta a fonoaudióloga, apontando que ainda “há desleixo e discriminação” em relação aos turistas com necessidades especiais.

Cidades gaúchas investem em estrutura acessível

Graças ao posto de cidade-sede da Copa do Mundo, que ocorrerá em junho, a Capital gaúcha está entre as beneficiadas com recursos do MTur para investir em acessibilidade. Serão injetados R$ 4,8 milhões a partir de março. O primeiro trecho a ser contemplado será o Caminho do Gol, que vai do Largo Glênio Peres até o estádio Beira-Rio.

“Este deve ficar pronto até a Copa”, garante a coordenadora de Planejamento da Secretaria Municipal de Turismo (SMTur), Maria Helena Müller. Segundo ela, neste trajeto serão inseridas rampas, rebaixamentos de calçadas, sinaleiras sonoras, pisos táteis e outras soluções técnicas. Mas a ideia é que, até o final do ano, outras regiões de Porto Alegre recebam a mesma infraestrutura, entre elas, o Centro Histórico, os bairros Moinhos de Vento e Cidade Baixa, o Parque Farroupilha e o acesso ao terminal hidroviário.

Para a coordenadora de Planejamento da SMTur, esse aspecto é “um caminho sem volta” para os destinos que quiserem ampliar o número de turistas. “Acho que é uma tendência”, diz Maria Helena, que acredita que a maioria dos empresários do setor privado já está “assimilando” a ideia. “Temos registro de que 56% dos hotéis cadastrados na SMTur possuem no mínimo uma unidade para deficientes”, alega.

O proprietário do Villa Bela, Roger José Bacchi, adverte que investir em acessibilidade vai além de quartos adaptados. É preciso uma estrutura com mobilidade universal na entrada do hotel, na recepção, no restaurante, na piscina, enfim, em todos os ambientes do estabelecimento. “E os municípios também precisam investir nesse sentido”, ressalta Bacchi.

Na cidade onde o Villa Bela está localizado, em Gramado, o poder público começa a planejar melhorias. A prefeitura desenvolveu um projeto que tem como objetivo transformar Gramado em um destino totalmente acessível a todas as pessoas com necessidades especiais. A busca de recursos para essa iniciativa foi solicitada em Brasília. “Nossa meta é tornar o município referência nacional em acessibilidade no turismo”, afirma o prefeito Nestor Tissot. (AL).

Fonte: Jornal do Comércio

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Eleitores com deficiência podem solicitar seção especial para votar

Urna eletrônica acessível
Ouça matéria sobre o assunto.

Os eleitores que necessitam de atendimento especial em decorrência de alguma deficiência ou mobilidade reduzida devem informar à Justiça Eleitoral, até o dia 7 de maio, que precisam de um local adaptado para votar. Nas eleições de 2010, 17.904 seções eleitorais foram adaptadas para os eleitores com deficiência em todo o Brasil. Para 2014, a expectativa é que esse número cresça.

Em todo o Brasil, a Justiça Eleitoral tem o registro de 378.806 eleitores com deficiência e, diante disso, trabalha para promover o acesso, amplo e irrestrito, com segurança e autonomia desses eleitores ao processo eleitoral. Os procedimentos que devem ser adotados para atender da melhor forma esse público especial estão previstos na Resolução TSE nº 21.008, aprovada em 2002. O texto determina que os locais de votação para os deficientes tenham fácil acesso, com estacionamento próximo e instalações que atendam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Nas últimas eleições gerais, em 2010, o TSE especificou ainda mais as garantias asseguradas aos eleitores com deficiência por meio da Resolução TSE nº 23.218. Um exemplo é a possibilidade, prevista no artigo 51, de o eleitor ser acompanhado por uma pessoa de sua confiança para votar, ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral. A pessoa que prestar o auxílio poderá, além de entrar na cabine de votação junto com o eleitor, digitar os números na urna.

Além disso, a Justiça Eleitoral desenvolveu sistema de áudio, teclado em braile e a marca de identificação da tecla 5 na urna eletrônica como recursos auxiliares aos deficientes visuais. Há, ainda, uma orientação para que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) busquem parcerias para incentivar o cadastramento de mesários e colaboradores com conhecimento em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

A ampliação de um melhor atendimento aos eleitores com deficiência foi impulsionada pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em 2007 em Nova York, nos Estados Unidos. O texto assinado foi ratificado pelo Congresso Nacional e passou a integrar o rol dos direitos e garantias individuais inscritos na Constituição Federal de 1988.

O objetivo da convenção é dar aos portadores de deficiência a participação efetiva na vida política e pública, incluindo o direito e a oportunidade de votarem e serem votados. Para tanto, os estados signatários devem adotar procedimentos, instalações, materiais e equipamentos para votação apropriados, acessíveis e de fácil compreensão e uso.

Como solicitar uma seção especial?

Para requerer a transferência do local de votação para uma seção especial, basta comparecer a qualquer cartório eleitoral munido do título de eleitor e documentos pessoais e informar o tipo de atendimento que necessita até o dia 7 de maio. Os eleitores que não conseguirem solicitar a seção dentro do prazo, ainda poderão comunicar ao juiz eleitoral sobre suas restrições e necessidades até 90 dias antes das eleições. O requerimento deverá ser feito por escrito para que a Justiça Eleitoral providencie os meios e recursos para facilitar o exercício do voto. Se ainda assim o eleitor não tiver como comunicar suas necessidades, no dia da eleição, ele deve informar ao mesário sobre sua condição para que o auxílio adequado seja providenciado.

Com informações de: www.tse.jus.br 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A sociedade ainda não esta preparada para tratar dos limites e diferenças dos outros

A nossa sociedade ainda não está preparada para tratar dos limites e diferenças do outro. E os deficientes físicos são pessoas que sofrem muito com isso. Quando a sociedade não dá o mínimo de condições para que pessoas portadoras de deficiência física exerçam sua cidadania, percebemos essa falta de preparo ao lidar com pessoas diferentes

Simples atos do dia-a-dia e aspectos fundamentais na vida de qualquer um, como andar em um ônibus, ir a um banco ou supermercado ou simplesmente andar pelas ruas se torna muito difícil quando se necessita de ajuda de terceiros. Os impedimentos na vida dos deficientes devem ser eliminados, mas não por piedade. É direito constitucional do deficiente ser incluído na sociedade. E os deficientes são pessoas produtivas, a debilidade de um membro não significa a debilidade da mente.

No Brasil, desde o dia 24 de outubro de 1989, vigora uma lei que assegura aos deficientes o exercício de seus direitos individuais e sociais, além de sua efetiva integração social. Em termos reais, isso significa que os valores básicos de igualdade e oportunidade devem ser respeitados, assim como de qualquer pessoa. Os deficientes, levando em conta suas limitações, têm direito à oferta de educação especial gratuita, atendimento domiciliar de saúde ao deficiente grave, inserção no mercado de trabalho no setor público e privado e facilidade de acesso em edificações e vias públicas.

O desrespeito a essas condições básicas do deficiente é considerado crime perante a justiça. Negar emprego sem justa causa, não aceitar matrícula de um aluno deficiente são crimes que podem levar até quatro anos de prisão. Os deficientes pagam seus impostos e também votam, por isso devem ter seus direitos cumpridos.

Fonte: promoview.com.br

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Professora cria método para ensinar desenho geométrico para cegos

Professora Ana Maria Miranda Peixoto, que dá aulas no Colégio Pedro II, fala do orgulho de contribuir para a inclusão dos jovens com deficiência


Professora Ana Maria e os alunos com deficiência visual
(Foto: Divulgação/Alessandra de Paula)
 Há seis anos, quando começou a dar aulas de desenho geométrico no Colégio Pedro II, a professora Ana Maria Miranda Peixoto se deparou com um desafio: como ensinar a matéria para o aluno cego que assistia às aulas? Diferente de outros educadores, que às vezes dispensam estudantes com deficiência, Ana criou um método para que o jovem aprendesse. O projeto deu tão certo que hoje ela coordena o Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas e sente-se orgulhosa de ver o progresso dos alunos.

“Alguns professores não acreditam que os jovens cegos podem aprender ou não estão preparados para lidar com eles. Não há a menor diferença cognitiva entre os jovens que enxergam e os que não enxergam. Em relação ao raciocínio e memória, eles são até melhores, porque exercitam mais o cérebro. Atualmente temos 19 estudantes com deficiência, sendo 17 cegos, um autista e outro aluno com várias síndromes que provocam deficiência intelectual”, conta a professora.

Régua e compasso não são problemas para os alunos cegos do Colégio Pedro II
(Foto: Divulgação/Alessandra de Paula)

Na sala de recursos da Unidade São Cristóvão, onde a professora dá aula atualmente, os alunos com deficiência encontram materiais de apoio como impressores em braile, regletes (placas de metal que permitem escrever pontos em relevo), e o soroban, um instrumento milenar que auxilia no registro de cálculos matemáticos. “Nos vestibulares e no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não aceitam o uso do soroban, achando que é uma máquina de calcular, e os alunos cegos acabam prejudicados. Na verdade, ele é só um ábaco, que  ajuda a registrar os números”, explica.

Ana, que aprendeu braile por causa dos alunos, sente orgulho de ter contribuído para mudar a vida dos jovens. “O primeiro aluno para quem dei aula, hoje está na faculdade de Direito da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e a maior pontuação dele no Enem foi em geometria. Tem gente que saiu para fazer licenciatura, matemática, computação... Alunos atletas que ganharam medalhas em paraolimpíadas... Nós nos sentimos muito orgulhosos de participar do sucesso deles”, completa.

Fonte: Globo Educação


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Missa em libras e rampas no altar levam acessibilidade a Alfenas, MG

Intérprete traduz celebrações para fiéis com deficiência auditiva.
Rampas foram construídas para cadeirantes e deficientes físicos.

Exemplos diferentes de acessibilidade são práticas constantes na Paróquia de São Sebastião e São Cristóvão em Alfenas(MG). As missas são traduzidas em libras, ou seja, na linguagem dos sinais. Além disso, rampas foram construídas na igreja e cadeirantes e deficientes físicos podem participar das missas e cerimônias na igreja.
O estudante Wladimir Batista é deficiente auditivo e depois que a tradutora Nathália Greck passou a atuar na paróquia, ele teve mais facilidade de compreender o significa do que é passado. “Ela traduz e eu consigo entender melhor as orações, as canções e isso aumentou minha fé”, disse para a professora, que traduziu.
Intérprete traduz missa em libras para fiéis (Foto: Claudemir Camilo/EPTV)Intérprete traduz missa em libras para fiéis
(Foto: Claudemir Camilo/EPTV)
Thamires Passos já frequentava a paróquia, mas antes da chegada da intérprete de libras, tinha dificuldades para entender as missas. “Agora eu consigo até mesmo aprender mais sobre a religião católica e sobre os santos”, comentou a estudante.
Ponto para a intérprete, que está satisfeita com o trabalho realizado. “Eu recebi o convite do padre André Aparecido da Silva e aceitei. No início as pessoas não entendiam o que eu fazia, o que é uma reação normal, mas com o tempo entenderam a necessidade de promover esse tipo de acessibilidade”, lembrou.
Para ele, as intervenções tornaram a igreja um espaço mais democrático e acolhedor. “Aqui as diferenças não excluem, elas aproximam”, completou.
A Paróquia recebeu então duas novas rampas do lado de fora e uma removível no altar, para que cadeirantes e deficientes físicos consigam participar ativamente das atividades da igreja, como a ministra da eucaristia, Áurea Alves. “Agora eu posso ajudar na comunhão, já que a cadeira de rodas recebeu uma adaptação para que eu possa distribuir o vinho”, disse.Entretanto, não apenas os deficientes auditivos que foram beneficiados pela acessibilidade. De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado em 2012, pelo menos 23,9% de toda população do país tem algum tipo de deficiência e o padre, observando que alguns fiéis não podiam participar de todas as cerimônias por causa dos degraus resolveu adaptar a igreja.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Arquitetura e Acessibilidade nos cinemas:


Com o final da Segunda Guerra e da guerra do Vietnã, Europa e Estados Unidos passaram a se deparar com a necessidade de se acolher em espaços públicos a presença de pessoas com necessidades especiais – cadeirantes, deficientes visuais, deficientes auditivos entre outros. Nos anos 70 começaram a ser esboçadas leis para impor a criação de adaptações em espaços de trabalho, ensino, cultura e lazer.


Esse tema só entrou em pauta no Brasil entre as décadas de 80 e 90 e apenas nos últimos 15 anos essa enorme parcela da população passou a ser vista nas ruas, em escritórios, nos parques, teatros, shows e cinemas.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), 10% da população de cada país tem algum tipo de deficiência. Somente na cidade de São Paulo são 2,8 milhões (segundo dados do IBGE) que devem ter garantidos seus direitos de acesso a todos os espaços públicos, transportes e espaços de lazer.

Os arquitetos então mergulharam de corpo e alma neste grande desafio: manter a criatividade na elaboração de espaços atendendo a todos os pré-requisitos para a acessibilidade. 
Atualmente, para todos os espaços públicos e de lazer, edifícios comerciais e até residenciais multifamiliares, são necessários projetos que contemplem a acessibilidade.
E quem frequenta as salas de cinema percebe claramente a importância dos projetos arquitetônicos com esse foco. É um grande desafio atender a todas as normas e legislações de órgãos públicos, assim como a normatização da própria rede de cinemas, no desenvolvimento de projetos que muitas vezes têm que se adaptar a áreas compactas e pré-definidas e criar espaços agradáveis e confortáveis para todos os usuários. 

A FMC – Ferrés, Milani & Campanhã Arquitetura, desenvolve projetos para clientes em diversas áreas de atuação – agências bancárias, edifícios corporativos, indústrias, etc. - onde aplica as normas de acessibilidade. 
Porém, nas salas de cinema as demandas são constantes e os projetos mais questionados já que frequentados por um público grande e diversificado em todo o território nacional. As normas se aplicam a todas as áreas públicas de um cinema, principalmente nos acessos, bilheteria, bomboniere, circulação, sanitários e posições na plateia. 
As salas começam a ser projetadas a partir do número de poltronas que estarão disponíveis. Desse total, em média 2% dos lugares serão especiais para cadeiras de rodas, incluído um acompanhante ao lado. Os lugares especiais podem ser distribuídos em várias partes da sala, prevendo sempre a necessidade de rampas com inclinação suave. Os cadeirantes devem ocupar lugares em que sejam respeitados ângulos pré-determinados entre o ponto de visão e a tela para uma perfeita visualização.
Para os deficientes visuais, o piso deve ser tátil no início e final das escadas e rampas. No início e final de corrimãos de escadas e rampas deve haver sinalização em Braille.
Para que um cinema em São Paulo receba o selo de “acessível”, deve sempre estar de acordo com todas as normas da CPA. E a cada nova demanda, novas reformas são promovidas.
Trabalhamos dentro de um jogo entre o espaço disponível e as normas. Mas não podemos perder o foco do bem-estar e respeito às pessoas com necessidades especiais, desde o momento em que chegam à bilheteria, passam pela bomboniere, utilizam os sanitários, acomodam-se nos lugares e assistem ao filme.
* Thaís Milani é arquiteta desde 1981 e sócia da FMC – Ferrés, Milani e Campanhã Arquitetura desde 2003. 

Matéria na integra no site: http://www.segs.com.br

sábado, 7 de dezembro de 2013

INAUGURADA A ROTA DE ACESSIBILIDADE DO CENTRO HISTÓRICO DE SALVADOR


A primeira Rota de Acessibilidade do Centro Histórico de Salvador foi inaugurada nesta quinta-feira (5), em cerimônia em frente à Fundação Casa de Jorge Amado, Largo do Pelourinho. A rota, que possui aproximadamente um quilômetro de extensão, permitirá que baianos e turistas com deficiência ou mobilidade reduzida tenham acesso às principais ruas do Centro Antigo. 
Segundo o governador Jaques Wagner, que participou do evento, “para fazer esta modificação, discutimos com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Conseguimos fazer um quilômetro e serão construídos mais 300 metros de vias acessíveis para pessoas com deficiência”. Ele disse ainda que é preciso ampliar a acessibilidade para Salvador e o interior do estado. “Este é um começo e vai possibilitar o acesso aos principais pontos do Pelourinho”.
A Bahia possui 3,5 milhões de pessoas com deficiência – 700 mil apenas em Salvador. Para o deficiente físico e membro do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Daniel Dias, esta foi uma possibilidade de revisitar o local. “Há sete anos não venho aqui, desde que fiquei sem andar, justamente porque não dava condições pra trafegar. Eu me sinto feliz em ver esta nova realidade. Pude tirar fotos e observar novamente toda a beleza do Pelourinho, mas com segurança, com corrimão adequado e rampas”. 
Obras de requalificação
O Pelourinho, cartão-postal da Bahia, passou por obras de requalificação que devolveram o colorido aos centenários casarões e a beleza das igrejas e dos monumentos históricos. Agora, com a conclusão do projeto de acessibilidade, este patrimônio pode ser visitado também por aqueles que antes não conseguiam utilizar estes espaços, como destacou o secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena.
“Estamos dando acesso ao núcleo maior do Pelourinho e mobilizando os comerciantes e moradores para adotar esta postura de acessibilidade aos estabelecimentos. As mudanças beneficiam os deficientes, mas também os idosos, as gestantes, pessoas com carrinhos de bebê, todos aqueles que por algum motivo têm dificuldade de locomoção”, explicou o secretário. 
Para a construção da rota, as vias foram recuperadas e as calçadas alargadas. Com os meios-fios deslocados, rampas de acesso foram criadas e agora todo o trecho possui superfície regular. Isso mudou a rotina do deficiente visual aposentado Evangel Vale. “Antes, para frequentar este espaço, eu precisava vir acompanhado, ser guiado, porque o desnível do piso prejudicava muito. Esta mudança foi ótima”.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Sonho Realizado

Montenegro esta de Luto pela morte de
Claudimir, Um pessoa que sempre lutou
pelos mais necessitados. 
Hoje tínhamos diversos assuntos para comentarmos neste espaço, mas por obra do destino, que só Deus pode explicar, vamos falar do amigo, companheiro de partido e vereador em exercício Claudimir (Nênis), que nos deixou repentinamente no último sábado. Claudimir foi um grande batalhador pelas causas das pessoas portadoras de deficiência. Transformou a dor e o sofrimento provocados pelo acidente que sofreu quando tinha 28 anos de idade, na sua causa para ajudar outras pessoas com problemas semelhantes, a vencerem as barreiras impostas pelas dificuldades de locomoção e da transformação de uma sociedade que não atende as questões de acessibilidade. Criou e presidiu a ASSDEFO desde a sua fundação. Nênis foi sempre um lutador pelas causas da saúde, sobretudo o SUS – Sistema Único de Saúde, por esse atender pessoas de menor poder aquisitivo e que mais necessitam da intervenção do poder público. Era o atual presidente do Conselho Municipal de Saúde, vindo a falecer quando voltava de um encontro sobre saúde fora do município. Uma das suas lutas agora era resolver os problemas da falta de profissionais médicos na Secretaria Municipal de Saúde. Nesses 15 dias que Claudimir assumiu como Vereador, apresentou diversas proposições, dentre elas, requerimento de reunião com executivo municipal para tratar da construção da sede da ASSDEFO, e que está agendada para próxima quinta-feira. Usou a tribuna nas duas sessões que participou, sempre expressando suas ideias de forma clara e objetiva visando a melhoria nas condições de vida da sua comunidade. Fez muito em tão pouco tempo que foi vereador. O que nos conforta é saber que ele realizou o sonho de ser Vereador, mas não por vaidade pessoal, e sim, por que esse sonho era a oportunidade de defender as suas causas no legislativo municipal. E nós, com a consciência de que fizemos a nossa parte ao nos licenciarmos dando-lhe a oportunidade para que realizasse o seu sonho. Agradecer também ao ex-vereador e primeiro suplente Edgar Becker que abriu mão de assumir como Vereador em favor de Claudimir. Fica a lacuna da sua ausência, sua garra e sua vontade de ajudar o próximo, mas ficam também seus exemplos e ensinamentos, que temos a certeza, serão seguidos por todos nós, principalmente, por aqueles que defendem as suas causas.
Nossos sentimentos a família, e a certeza de que ele cumpriu sua missão com lealdade, dedicação e amor. Descanse em paz ao lado de Deus, amigo Claudimir, (Nênis).


Coluna do Vereador Renato Kranz no Jornal Ibiá de 03/12/2013 em homenagem a nosso querido amigo Claudemir que nos deixou no ultimo sábado.

Montenegro - RS, 03 de Dezembro de 2014

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Inclusão e Acessibilidade, responsabilidade de todos

Claudimir dos Santos,
Autor do Texto

Inclusão e acessibilidade são temas em debate diariamente nos meios de comunicação e nos diversos setores da sociedade. Em que pese termos evoluído bastante nessas questões, precisamos ainda evoluir muito mais, e isso conseguiremos com a conscientização de toda a sociedade, mas também com investimentos, sejam públicos ou privados. Muitas vezes inclusão e acessibilidade são prioridades apenas nos discursos eleitorais, porém, na hora de decidir os orçamentos, municipais, estaduais, e federal, recebem valores quase irrisórios. Quando falamos de acessibilidade, muitas pessoas imaginam rampas nas calçadas, mas acessibilidade é muito mais que isto, é construir prédios e vias preparados com acessos que permitam aqueles que possuam algum tipo de deficiência, seja física, visual ou auditiva, tenham condições de acessá-los sem depender da boa vontade das pessoas. É também criar as condições para que os portadores de deficiência tenham condições de exercer suas atividades profissionais e de lazer em ambientes preparados para recebe-los, e não, que sejam improvisados cada vez que surja alguém com deficiência no local. Portanto, acessibilidade é uma forma de inclusão, e deve ser responsabilidade de todos nós e uma obrigação de governantes e demais poderes constituídos. A ASSDEFO luta para que nossos direitos sejam atendidos.
Sábado dia 30 acontecerá a inauguração do Telecentro e Biblioteca na Timbaúva. Um espaço de inclusão que o prefeito Percival do PMDB construiu em 2012 para promover a inclusão digital, do conhecimento e do saber as pessoas que não possuam acesso à internet e aos livros. O prédio estava desocupado e foi reformado e ampliado para esta finalidade Uma luta também do ex-secretário de educação e hoje vereador Renato Kranz que trabalhou para adequar aquele espaço quando secretário, e como vereador, apresentou uma Indicação ao executivo e promoveu reunião para que fosse instalado o Telecentro naquele local. Que bom que a atual administração, embora tenha demorado, mas entendeu a importância desse projeto. Provavelmente ainda serão necessários alguns pequenos ajustes, mas esses poderão ser feito sem prejuízo ao funcionamento do espaço. Claudimir dos Santos - Vereador em exercício- PMDB - RS.

Fonte: Coluna do vereador Claudimir dos Santos no Jornal Ibiá de Montenegro - RS

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Exoesqueleto robótico começará a ser testado no Brasil


O experimento do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis será feito com voluntários na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo.

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis quer fazer uma criança tetraplégica dar o chute inicial da Copa do Mundo de 2014. Seu plano tem avançado e os testes com humanos começarão no Brasil entre o fim de outubro e o início de novembro.


Os experimentos colaboram para a construção de um exoesqueleto robótico, um corpo virtual, capaz de devolver os movimentos aos paraplégicos e tetraplégicos. O anúncio sobre o início dos testes aconteceu na sexta-feira (4) durante seminário da revista “Brasileiros”, em São Paulo.


Por videoconferência, Nicolelis afirmou que testes com partes do equipamento já foram feitos com humanos. Os experimentos no Brasil acontecerão com o exoesqueleto pronto, com todas as articulações e controle neural.


O experimento de Nicolelis será feito com voluntários na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo. Cerca de dez pessoas já foram selecionadas para a pesquisa. No local também começará a funcionar um laboratório comandado por Nicolelis.


Walk Again Project – Nicolelis, um dos 20 maiores cientistas do mundo pela revista Scientific American, trabalha com uma equipe de 170 pesquisadores internacionais no projeto Walk Again Project (Andar de novo, em tradução para o português). A equipe tem pesquisadores da Universidade de Duke, nos EUA, e do Instituto de Neurociências em Natal, dirigido por ele.


Diversas experiências foram feitas com macacos e com um corpo artificial. Elas mostram como a robótica pode ser uma grande aliada de pessoas com deficiência física em busca de movimentos até então impossíveis.


O exoesqueleto pode ser conectado ao cérebro do paciente, que então controlaria o equipamento como se fosse parte de seu próprio corpo. A técnica faz parte de uma linha de pesquisa conhecida como interface cérebro-máquina, em que Nicolelis já teve resultados relevantes.


Se uma pessoa paralisada conseguir dar o primeiro chute da Copa do Mundo, Nicolelis acredita que vai provar para o mundo algo muito importante. O pontapé feito com uma perna robótica será capaz de mostrar que o Brasil é mais do que o país do futebol.

Fonte: Exame

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Táxis adaptados para pessoas com deficiência entram em operação, em Caxias do Sul - RS

Caxias está sendo a primeira cidade do Estado a contar com táxis adaptados para transportar pessoas com deficiência.


Caxias do Sul tem táxi adaptado para pessoas com deficiência. O veículo Fiat Dobló, prefixo 400, terá como ponto de referência a Estação Rodoviária. O outro carro adaptado, também Fiat Dobló, prefixo 391 terá como ponto de referência o Shopping Iguatemi.

Os táxis adaptados podem também estacionar em qualquer outro ponto de táxi existente na cidade. Este item está previsto na licitação, visto que o investimento realizado para adaptar o veículo é mais elevado do que o táxi convencional. Os dois veículos, que possuem o Selo de Acessibilidade Internacional, contam com elevador e a pessoa com deficiência entrará no carro pela porta traseira. O sistema de elevador é um dos mais modernos que existem no país.

Os dois táxis irão operar 24 horas por dia. O valor da tarifa é a mesma dos táxis normais e o táximetro só é ligado no local de embarque.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cadeiras de rodas são reprovadas pelo Inmetro e não possuem registro da ANVISA

As cadeiras de rodas não apresentam o mínimo de qualidade, a ANVISA não fiscaliza, e o SUS também não atua adequadamente, adotando uma padronização simplista das cadeiras que distribui.

fonte: Globo.com
Esta situação simboliza o desrespeito com que a pessoa com deficiência é tratada em nosso país”, afirma Teresa Costa d’Amaral, superintendente do IBDD.
Cadeiras de rodas fazem parte do direito à saúde das pessoas com deficiência e são, sem dúvida, essenciais para sua qualidade de vida e inclusão na sociedadeSão equipamentos que, embora industrializados, devem ser montados com as características do usuário que as comprou ou vai recebê-las. Além disso, cada deficiência, dependendo da perda de funcionalidade correspondente, necessita de um modelo adequado às suas especificidades. A cadeira de rodas torna-se uma extensão do corpo da pessoa com deficiência e concretiza seu direito de ir e vir.
No Brasil, nenhuma dessas premissas é levada em conta. O Programa de Análise de Produtos do Inmetro, conforme reportagem exibida na TV Globo, no último dia 20, realizou teste de funcionamento em oito marcas de cadeiras de rodas e nenhum modelo foi aprovado. “O cenário é preocupante no sentido de que as cadeiras, que deveriam ser a extensão do cadeirante ou de quem delas faz uso, não oferecem a segurança necessária, prejudicando assim a autonomia do indivíduo e a sua sociabilidade”, analisa Paulo Coscarelli, da Diretoria de Avaliação de Conformidade do Inmetro.
O resultado é ainda mais alarmante ao verificarmos que todas as marcas cometeram, para além dos aspectos de segurança do usuário, infrações junto à agência regulamentadora. Na análise foi constatado que parte delas sequer possuía registro na ANVISA, outras não indicavam o registro na embalagem ou ainda possuíam número de registro vinculado erradamente ao modelo avaliado. Resultado do descaso das autoridades competentes, em todos os casos os produtos estão sendo comercializados no mercado nacional de forma irregular.
“Informamos que o próximo passo será o encaminhamento à área de Inspeção da ANVISA para adoção das medidas pertinentes frente às irregularidades sanitárias. Tendo em vista os problemas encontrados e, considerando nossos contatos anteriores, propomos que sejam adotadas medidas, não só alcançando os fabricantes envolvidos, mas também os demais fabricantes desta categoria de produtos, nacionais e importados”, declarou a agência sobre o assunto.
Os modelos submetidos ao teste do INMETRO foram analisados em seis tipos de ensaios: estabilidade; características de percurso; resistência do apoio para pés; resistência das bengalas manípulos; simulação do uso cotidiano e fadiga de freios de estacionamento. 100% das amostras apresentaram algum tipo de não conformidade com as normas. “Quem vai exigir o cumprimento das normas técnicas? Quem vai garantir a segurança da pessoa com deficiência?”, questiona o sociólogo do IBDD, João Carlos Farias, cadeirante há 30 anos.

Fonte: IBDD

domingo, 10 de novembro de 2013

Problemas de acessibilidade ameaçam funcionamento da Arena Independência

Justiça dá prazo para adequação das normas acessibilidade no estádio sob pena de interdição. Os administradores têm 180 dias para fazer ajustes na arquibancada, estacionamento, rampas, escadas e elevadores



A Justiça determinou que os responsáveis pela Arena Independência, na Região Leste de Belo Horizonte, façam em 180 dias adequações para melhoras na acessibilidade sob pena de interdição do estádio. Segundo o veredicto, o prazo é improrrogável. A decisão é resultado de uma ação civil pública proposta pelo promotor Rodrigo Filgueira de Oliveira, em agosto deste ano. O mesmo promotor pediu também que a Minas Arena, responsável pelo Mineirão, fizesse adaptações no estádio para pleno acesso de pessoas com deficiência.

Pela decisão, que foi publicada no fim de setembro, o Estado de Minas Gerais, América Futebol Clube e Arena Independência Operadora de Estádios S.A., administradores do Independência, precisam seguir as diretivas do laudo técnico indicado pela Justiça ajustando as irregularidades em escadas, estacionamento, rampas de acesso, elevadores, arquibancada, banheiros, lanchonetes, bebedouros e bilheteria.

De acordo com o Ministério Público, uma vistoria realizada em 9 de abril deste ano constatou o descumprimento de normas da associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em todas as áreas citadas. A juíza Líliam Maciel, responsável pela decisão, entendeu que as irregularidades detectadas dificultam a mobilidade da pessoa com deficiência no estádio.

Segundo o MP, foram verificadas falta de sinalização nos acessos ao estádio, nas vagas de estacionamentos, nos degraus das escadas e nos corrimãos. Também estão ausentes os símbolos de acessibilidade nas plataformas e setores de arquibancada (cadeiras).

Histórico


De acordo com o MP, os responsáveis pelo estádio foram autuados em abril de 2008 para que o espaço fosse adequado e foi instaurado um inquérito civil público para apurar o caso. O MP iniciou as investigações depois da denúncia de um advogado cujo cliente, deficiente físico, sofreu constrangimento no estádio. Naquele mesmo ano, a promotoria vistoriou o local e encontrou diversas irregularidades.

Chamado para firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o América Futebol Clube informou que não gastaria dinheiro para adequação porque a reforma contemplaria as normas. Em 2009, o Estado de Minas Gerais assumiu a qualidade de cessionário do Independência em troca das obras voltadas à revitalização.

O Departamento de Obras Públicas de Minas Gerais (Deop-MG) informou ao MPMG que o projeto formulado atenderia todas as regras pertinentes à acessibilidade das pessoas com deficiência. Entretanto, o projeto foi avaliado e reprovado pelo MP, que notificou a diretoria do departamento. Em 2011, o MP verificou que alguns itens não tiveram alteração e que, portanto, o estádio não estaria adaptado.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cadeiras de roda não garantem segurança



O Relatório Mundial sobre Pessoas com Deficiência (2011) informa que 15% da população possui algum tipo de deficiência. A deficiência motora, que interfere diretamente na mobilidade das pessoas,  atinge cerca 7% da população brasileira, segundo dados do senso-2010 do IBGE. É essencial garantir às pessoas com deficiência de locomoção o direito de ir e vir com autonomia e independência, permitindo assim o fortalecimento social, político e econômico como cidadãos.  Um dos equipamentos mais utilizados para viabilizar o deslocamento de pessoas que apresentam impossibilidade de locomoção (temporária ou definitivamente), utilizando os membros inferiores,  é a cadeira de rodas, que é o primeiro passo para a melhoria de qualidade de vida e a inclusão na sociedade. O Inmetro testou  oito marcas de  cadeiras de rodas e para a surpresa dos próprios técnicos nenhuma marca analisada foi aprovada. Ou seja, além de enfrentar problemas de acessibilidade, os cadeirantes ainda correm o risco de escolher uma cadeira sem segurança.

Nesse contexto, foram analisadas oito marcas de cadeiras de rodas manuais com capacidade entre 75 e 100 kg: Carone, CDS, Freedom, Jaguaribe, Ortobras, Ortometal, Ortomix e Vanzetti.
O Inmetro verificou se as cadeiras estão alinhadas, ou seja, se não puxam para a direita ou para a esquerda, o que dificultaria a utilização. Nesse teste, todas as cadeiras se desviaram do percurso, sendo que uma apresentou um desvio de mais de um metro. Em seguida foi avaliada a resistência do apoio para os pés, para é verificar se o apoio resiste à força normal de uso onde o cadeirante apóia o pé. Ao todo, sete das oito marcas foram reprovadas nesse quesito. A única marca conforme  foi a Jaguaribe. Foi também realizado um ensaio para verifica a resistência das bengalas manípulos ao impacto nos aros das cadeiras de rodas para saber se eles se soltam facilmente. Metade das marcas estavam não conformes (CDS, Freedom , Ortobras  e Ortometal )
 No teste da durabilidade, que simula o uso diário de uma cadeira, quase todas as marcas também deixaram a desejar, só a marca Carone estava conforme.

O ensaio dos freios identificou que sete das oito marcas de cadeiras de rodas avaliadas apresentaram falhas nos freios. A única conforme foi a Ortobras.
 Nenhuma das cadeiras de rodas atendeu, na íntegra, aos requisitos normativos, ou seja, estão todas não conformes, significando que o seu uso não é seguro.
O Inmetro ressalta que  cenário de 100% de Não Conformidade pode ser considerado preocupante no sentido de que, nem o usuário (cadeirante, ou aquele que faz uso do produto de forma temporária), tampouco a Administração Pública, quando de procedimentos licitatórios destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), de fato adquirem produtos seguros e que atendam à finalidade a que foram criados. Ou seja, as cadeiras, que deveriam ser a extensão do cadeirante, ou de quem delas faz uso, mostraram-se ineficientes, não oferecendo a segurança que delas se espera, prejudicando assim a autonomia do indivíduo e a sua sociabilidade.
Abaixo gráfico mostrando em quais requisitos as empresas foram reprovadas
Inmetro reprovou todas as marcas testadas (Foto: TV Globo)

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