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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cadeiras de rodas são reprovadas pelo Inmetro e não possuem registro da ANVISA

As cadeiras de rodas não apresentam o mínimo de qualidade, a ANVISA não fiscaliza, e o SUS também não atua adequadamente, adotando uma padronização simplista das cadeiras que distribui.

fonte: Globo.com
Esta situação simboliza o desrespeito com que a pessoa com deficiência é tratada em nosso país”, afirma Teresa Costa d’Amaral, superintendente do IBDD.
Cadeiras de rodas fazem parte do direito à saúde das pessoas com deficiência e são, sem dúvida, essenciais para sua qualidade de vida e inclusão na sociedadeSão equipamentos que, embora industrializados, devem ser montados com as características do usuário que as comprou ou vai recebê-las. Além disso, cada deficiência, dependendo da perda de funcionalidade correspondente, necessita de um modelo adequado às suas especificidades. A cadeira de rodas torna-se uma extensão do corpo da pessoa com deficiência e concretiza seu direito de ir e vir.
No Brasil, nenhuma dessas premissas é levada em conta. O Programa de Análise de Produtos do Inmetro, conforme reportagem exibida na TV Globo, no último dia 20, realizou teste de funcionamento em oito marcas de cadeiras de rodas e nenhum modelo foi aprovado. “O cenário é preocupante no sentido de que as cadeiras, que deveriam ser a extensão do cadeirante ou de quem delas faz uso, não oferecem a segurança necessária, prejudicando assim a autonomia do indivíduo e a sua sociabilidade”, analisa Paulo Coscarelli, da Diretoria de Avaliação de Conformidade do Inmetro.
O resultado é ainda mais alarmante ao verificarmos que todas as marcas cometeram, para além dos aspectos de segurança do usuário, infrações junto à agência regulamentadora. Na análise foi constatado que parte delas sequer possuía registro na ANVISA, outras não indicavam o registro na embalagem ou ainda possuíam número de registro vinculado erradamente ao modelo avaliado. Resultado do descaso das autoridades competentes, em todos os casos os produtos estão sendo comercializados no mercado nacional de forma irregular.
“Informamos que o próximo passo será o encaminhamento à área de Inspeção da ANVISA para adoção das medidas pertinentes frente às irregularidades sanitárias. Tendo em vista os problemas encontrados e, considerando nossos contatos anteriores, propomos que sejam adotadas medidas, não só alcançando os fabricantes envolvidos, mas também os demais fabricantes desta categoria de produtos, nacionais e importados”, declarou a agência sobre o assunto.
Os modelos submetidos ao teste do INMETRO foram analisados em seis tipos de ensaios: estabilidade; características de percurso; resistência do apoio para pés; resistência das bengalas manípulos; simulação do uso cotidiano e fadiga de freios de estacionamento. 100% das amostras apresentaram algum tipo de não conformidade com as normas. “Quem vai exigir o cumprimento das normas técnicas? Quem vai garantir a segurança da pessoa com deficiência?”, questiona o sociólogo do IBDD, João Carlos Farias, cadeirante há 30 anos.

Fonte: IBDD

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cadeiras de roda não garantem segurança



O Relatório Mundial sobre Pessoas com Deficiência (2011) informa que 15% da população possui algum tipo de deficiência. A deficiência motora, que interfere diretamente na mobilidade das pessoas,  atinge cerca 7% da população brasileira, segundo dados do senso-2010 do IBGE. É essencial garantir às pessoas com deficiência de locomoção o direito de ir e vir com autonomia e independência, permitindo assim o fortalecimento social, político e econômico como cidadãos.  Um dos equipamentos mais utilizados para viabilizar o deslocamento de pessoas que apresentam impossibilidade de locomoção (temporária ou definitivamente), utilizando os membros inferiores,  é a cadeira de rodas, que é o primeiro passo para a melhoria de qualidade de vida e a inclusão na sociedade. O Inmetro testou  oito marcas de  cadeiras de rodas e para a surpresa dos próprios técnicos nenhuma marca analisada foi aprovada. Ou seja, além de enfrentar problemas de acessibilidade, os cadeirantes ainda correm o risco de escolher uma cadeira sem segurança.

Nesse contexto, foram analisadas oito marcas de cadeiras de rodas manuais com capacidade entre 75 e 100 kg: Carone, CDS, Freedom, Jaguaribe, Ortobras, Ortometal, Ortomix e Vanzetti.
O Inmetro verificou se as cadeiras estão alinhadas, ou seja, se não puxam para a direita ou para a esquerda, o que dificultaria a utilização. Nesse teste, todas as cadeiras se desviaram do percurso, sendo que uma apresentou um desvio de mais de um metro. Em seguida foi avaliada a resistência do apoio para os pés, para é verificar se o apoio resiste à força normal de uso onde o cadeirante apóia o pé. Ao todo, sete das oito marcas foram reprovadas nesse quesito. A única marca conforme  foi a Jaguaribe. Foi também realizado um ensaio para verifica a resistência das bengalas manípulos ao impacto nos aros das cadeiras de rodas para saber se eles se soltam facilmente. Metade das marcas estavam não conformes (CDS, Freedom , Ortobras  e Ortometal )
 No teste da durabilidade, que simula o uso diário de uma cadeira, quase todas as marcas também deixaram a desejar, só a marca Carone estava conforme.

O ensaio dos freios identificou que sete das oito marcas de cadeiras de rodas avaliadas apresentaram falhas nos freios. A única conforme foi a Ortobras.
 Nenhuma das cadeiras de rodas atendeu, na íntegra, aos requisitos normativos, ou seja, estão todas não conformes, significando que o seu uso não é seguro.
O Inmetro ressalta que  cenário de 100% de Não Conformidade pode ser considerado preocupante no sentido de que, nem o usuário (cadeirante, ou aquele que faz uso do produto de forma temporária), tampouco a Administração Pública, quando de procedimentos licitatórios destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), de fato adquirem produtos seguros e que atendam à finalidade a que foram criados. Ou seja, as cadeiras, que deveriam ser a extensão do cadeirante, ou de quem delas faz uso, mostraram-se ineficientes, não oferecendo a segurança que delas se espera, prejudicando assim a autonomia do indivíduo e a sua sociabilidade.
Abaixo gráfico mostrando em quais requisitos as empresas foram reprovadas
Inmetro reprovou todas as marcas testadas (Foto: TV Globo)

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