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quarta-feira, 19 de março de 2014

Analisamos as mudanças de acessibilidade no iOS 7.1

Sistema introduz novas opções para auxiliar usuários com deficiência visual ou motora, e algumas até mesmo dispensam hardware extra 


Além de compatibilidade com o novo sistema CarPlay e algumas mudanças na interface, a Apple dedicou atenção a vários recursos de acessibilidade no iOS 7.1. Embora a maioria deles seja voltado a usuários com pouca visão, o sistema também traz recursos para os usuários cegos e aqueles que tem dificuldades motoras.

Para os deficientes visuais


No geral o iOS 7 tem sido um desafio para os usuários com pouca visão. Muitas das escolhas de estilo, como as transparências, baixo contraste e falta de botões claramente definidos dificultam a interação com o sistema. E isso se torna um desafio ainda maior se levarmos em conta que a visão é variável: o que funciona bem para um usuário pode não funcionar com o outro.

A Apple começou a resolver isso adicionando opções para mostrar o contorno dos botões, mais opções e contraste e ampliando alguns dos recursos já existentes em Ajustes > Geral > Acessibilidade. No geral este é um passo importante na direção certa, mas ainda há muito o que fazer.

Várias das mudanças são voltadas a deficientes visuais
Um problema ainda sem solução é a falta de consistência no teclado do iOS. Como ele pode ser claro ou escuro, dependendo do app ou da situação, encontrar a combinação perfeita de ajustes para pouca visão que funcionem para qualquer usuário é um exercício em meio-termos.

O fato de que muitos recursos de acessibilidade agora podem ser ativados ou desativados usando o Siri ajuda um pouco, mas mesmo assim os usuários podem não encontrar o ajuste perfeito para as suas necessidades. Uma opção de acessibilidade para definir um esquema de cores estático para o teclado seria um grande passo rumo à solução deste problema.

Os vários ajustes interagem entre si de diferentes formas, e por causa disso os usuários com pouca visão devem experimentar diferentes combinações para encontrar a que funciona melhor. Esperamos que a Apple continue neste caminho e expanda o número de opções para ajudar o maior número de usuários possível.

Mudanças no VoiceOver

O VoiceOver, a tecnologia de leitura de tela da Apple que lhe diz o que está na tela e ajuda a navegar por ela, também sofreu algumas mudanças, embora em sua maioria elas sejam correções de bugs e pequenos ajustes para melhorar a experiência como um todo. Por exemplo, apps que foram recentemente atualizados anunciam isto quando seu ícone é tocado. A barra de endereços do Safari pode falar a URL sem que você tenha que tocar para editá-la. O VoiceOver se comporta melhor quando há outro áudio tocando e a qualidade de algumas das vozes foi ligeiramente melhorada.

Usando a câmera como um controle

O iOS 7 já tinha um recurso de acessibilidade chamado Switch Controle que permitia aos usuários com dificuldades motoras controlar o aparelho usando um dispositivo externo, conectado via Bluetooth por exemplo. A novidade no iOS 7.1 é a capacidade de usar a câmera do aparelho como um controle. Toque em Ajustes > Geral > Acessibilidade > Controle Assistivo e então em Controles. Toque em Adicionar Novo Controle… e você verá a opção Câmera.

É possível usar movimentos da cabeça, detectados pela câmera, para controlar um aparelho
 Toque nas opções Cabeça à Esquerda ou Cabeça à Direita e você verá vários comandos possíveis incluindo Tocar, Botão Início, Central de Notificações, Siri e controles de volume. Ou seja, ligando o Controle Assistivo você pode usar movimentos da cabeça, detectados pela câmera frontal, para enviar comandos ao seu aparelho.

Isso expande o número de usuários com dificuldades motoras que podem começar a usar imediatamente um dispositivo iOS assim que ele sai da caixa, já que não exige que hardware extra seja conectado a ele.

Há mais por vir

A Apple fez grande progresso na acessibilidade no iOS 7.1, mas ainda há alguns bugs. Está claro que os usuários com pouca visão foram o foco desta vez, mas ainda há trabalho a ser feito. Temos certeza de que veremos ainda mais melhorias e recursos no iOS 8.


Fonte: macworld brasil


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Exoesqueleto robótico começará a ser testado no Brasil


O experimento do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis será feito com voluntários na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo.

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis quer fazer uma criança tetraplégica dar o chute inicial da Copa do Mundo de 2014. Seu plano tem avançado e os testes com humanos começarão no Brasil entre o fim de outubro e o início de novembro.


Os experimentos colaboram para a construção de um exoesqueleto robótico, um corpo virtual, capaz de devolver os movimentos aos paraplégicos e tetraplégicos. O anúncio sobre o início dos testes aconteceu na sexta-feira (4) durante seminário da revista “Brasileiros”, em São Paulo.


Por videoconferência, Nicolelis afirmou que testes com partes do equipamento já foram feitos com humanos. Os experimentos no Brasil acontecerão com o exoesqueleto pronto, com todas as articulações e controle neural.


O experimento de Nicolelis será feito com voluntários na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo. Cerca de dez pessoas já foram selecionadas para a pesquisa. No local também começará a funcionar um laboratório comandado por Nicolelis.


Walk Again Project – Nicolelis, um dos 20 maiores cientistas do mundo pela revista Scientific American, trabalha com uma equipe de 170 pesquisadores internacionais no projeto Walk Again Project (Andar de novo, em tradução para o português). A equipe tem pesquisadores da Universidade de Duke, nos EUA, e do Instituto de Neurociências em Natal, dirigido por ele.


Diversas experiências foram feitas com macacos e com um corpo artificial. Elas mostram como a robótica pode ser uma grande aliada de pessoas com deficiência física em busca de movimentos até então impossíveis.


O exoesqueleto pode ser conectado ao cérebro do paciente, que então controlaria o equipamento como se fosse parte de seu próprio corpo. A técnica faz parte de uma linha de pesquisa conhecida como interface cérebro-máquina, em que Nicolelis já teve resultados relevantes.


Se uma pessoa paralisada conseguir dar o primeiro chute da Copa do Mundo, Nicolelis acredita que vai provar para o mundo algo muito importante. O pontapé feito com uma perna robótica será capaz de mostrar que o Brasil é mais do que o país do futebol.

Fonte: Exame

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Carro do Google é dirigido por cego

Tecnologia criada pela empresa faz papel de motorista graças ao uso de sensores, câmeras e sistema GPS


 Realmente o futuro já chegou, foi apresentado  pelo Google o carro que anda sozinho.
 A marca divulgou um vídeo que mostra  um Toyota Prius equipado com o sistema que  guia o veículo, leva uma uma pessoa que tem  95% da sua visão prejudicada para um passeio  sentado no banco do motorista. O trajeto foi  longo, com direito a pausas para um lanche em  um fast-foode retiradas de roupas em uma  lavanderia.
 Equipado com câmeras, sensores, GPS e muitos  outros sistemas de auxilio, o sistema, que ainda está em fase de testes para aprimoramento, consegue fazer manobras, andar pelas vias respeitando as regras de trânsito e chegar ao local desejado pelo condutor sem causar nenhum tipo de acidente. A tecnologia, no entanto, que começou a ser desenvolvida em 2010, ainda não tem previsão de lançamento.

Veja vídeo divulgado pelo Google:



Fonte: http://carros.ig.com.br 


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Empresa holandesa lança bengala para cego com sistema de navegação

Instrumento permite que usuário grave rota para repeti-la posteriormente. Um sistema tátil avisa sobre obstáculos e indica a direção correta.

                                                                     Foto: AFP Photo / ANP / Ferdy Damnan

A empresa holandesa I-Canelançou, nesta terça-feira (15), uma bengala para cegos com um sistema de navegação por GPS, segundo informações da "AFP". Com o instrumento, chamado "I-Cane Mobilo", o usuário pode registrar uma rota realizada para poder repeti-la outras vezes.

(Foto: AFP Photo / ANP / Ferdy Damnan)
Além disso, uma tecnologia de sensores avisa sobre obstruções no caminho ou mudanças no declive do solo. O usuário é informado sobre esses dados por meio de uma "seta tátil". Durante o percurso, o usuário mantém o dedo polegar sobre uma superfície onde uma seta, que pode ser sentida com a ponta do dedo, movimenta-se para indicar a direção correta a seguir ou a necessidade de desviar de algum obstáculo.

O CEO da empresa, Martijn van Gurp, destaca que, dessa forma, o sentido da audição permanece livre, "já que os sons desempenham um papel importante na orientação no trânsito". É possível ainda conectar o equipamento a um smartphone para ajudar o usuário a traçar rotas e armazená-las.

Segundo a empresa, pessoas cegas ou com a visão debilitada, além de organizações envolvidas na reabilitação desses grupos, estiveram involvidos no processo de criação do produto.

Fonte: Bem Estar

domingo, 3 de novembro de 2013

Pesquisadores russos desenvolvem nova técnica para utilização de células-tronco

“Aprendemos a evitar perdas. Transferimos as células sem retirá-las da matriz. Isso nos permite restaurar quase completamente as funções da medula espinhal danificada e devolver aos paraplégicos a capacidade de se mover”, explica Ígor Baríchnikov, professor catedrático da Universidade de Krasnoiarsk, na Sibéria .
Foto: Kommersant

Cientistas russos da Sibéria desenvolveram uma técnica única de tratamento de pacientes vítimas de acidentes de trânsito, quedas, ferimentos por arma de fogo, lesões na medula espinhal, entre outros, e que perderam o movimento de parte do corpo.
Ela se baseia na surpreendente capacidade das células estaminais de se transformar em células de outros órgãos. Vale notar que cada transformação se opera segundo um esquema individual, pois cada organismo tem um conjunto único de sinais para pôr em ação uma cadeia de metamorfoses.
Por enquanto, os cientistas não conhecem todos os sinais, mas aprenderam a comandar as células do sistema nervoso. Usando diferentes sinais químicos, eles aprenderam a transformar as células-tronco em elementos do sistema nervoso, principalmente nos neurônios que conduzem sinais nervosos aos músculos, glândulas, pele e membranas mucosas.
Em princípio, os maiores laboratórios mundiais também sabem transformar células estaminais em células nervosas da medula espinhal. Mas, como acontece frequentemente na ciência, um método muito bem conhecido em teoria pode não funcionar na prática.
Segundo um cientista do projeto, no caso das células estaminais, a causa é a seguinte: cultivadas em uma matriz especial, as células são retiradas e transferidas para uma região afetada da medula espinhal. Mas essa transferência é prejudicial às células estaminais. Como resultado, muitas delas perdem suas funções ou até a vida.
“Aprendemos a evitar perdas. Transferimos as células sem retirá-las da matriz. Isso nos permite restaurar quase completamente as funções da medula espinhal danificada e devolver aos paraplégicos a capacidade de se mover”, disse o cientista.
“Fizemos experiências em animais com uma ruptura total da medula espinhal. Eles estavam completamente paralisados. Após o transplante de uma matriz com células-tronco, os animais começaram a se mover e tiveram as funções da bexiga, reto e de outros órgãos completamente recuperadas”, disse à “Rossiyskaia Gazeta” Ígor Baríchnikov, professor catedrático da Universidade de Krasnoiarsk, na Sibéria.
Por enquanto, as experiências só estão sendo realizadas em animais. Para começar operações em seres humanos, os cientistas necessitam de equipamento mais sofisticado e materiais de consumo, o que exige financiamento.
De acordo com o cientista, os pesquisadores já sabem como aplicar essa tecnologia inovadora em seres humanos. Contudo, podem surgir problemas legais decorrentes do uso de células estaminais.

Publicado originalmente pela Gazeta Russa 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

PRIMEIRA MÃO BIÔNICA COM TATO PODE SER IMPLANTADA ESTE ANO

Cientista anuncia criação de prótese para amputados que, ligada ao nervo, pode ser controlada com o pensamento e proporcionar a sensação do toque. O dispositivo deve ser implantado em paciente ainda este ano.
A primeira mão biônica que permite que um amputado sinta o que está tocando será transplantada ainda este ano em uma operação pioneira que busca introduzir uma nova geração de membros artificiais com a percepção sensorial. O paciente é um homem de 20 anos em Roma, que perdeu a parte inferior de seu braço após um acidente, de acordo com o médico Silvestro Micera, da Ecole Polytechnique Federale de Lausanne, na Suíça.
A fiação da nova mão biônica será conectada ao sistema nervoso do paciente com a esperança de que o homem seja capaz de controlar os movimentos da mão, bem como receber os sinais dos sensores de toque da mão da pele. A mão será conectada diretamente ao sistema nervoso do paciente através de eletrodos cortadas em dois dos principais nervos do braço, a mediana e os nervos ulnar.
Isso deve permitir que o homem controle a mão por seus pensamentos, bem como receba sinais sensoriais para o cérebro a partir de sensores da mão. Ele irá efetivamente proporcionar um fluxo rápido e bidirecional de informações entre o sistema nervoso do homem e da mão protética. “Isto é um grande progresso, uma esperança real para amputados. Será a primeira prótese que irá fornecer feedback em tempo real “, disse Micera.
“É claro que o sentimento mais sensorial um amputado tem, o mais provável você terá plena aceitação de que membros”, disse a Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Boston. “Nós poderíamos estar na iminência de dar novas e mais eficazes soluções clínicas para amputados no próximo ano”, disse ele.


PROTÓTIPO – De acordo com Silvestro Micera, a nova versão do protótipo permite o envio de sinais sensoriais de todas as pontas dos dedos, bem como a palma da mão e os pulsos para dar uma vida como próxima sensação no membro. “A ideia seria entregar duas ou mais sensações”, afirmou, acrescentando que houve ‘refinamento’ da interface [conexão da mão para o paciente], de modo que a equipe envolvida na pesquisa espera um movimento muito mais detalhado e controle da mão (veja o vídeo acima).
O plano é que o paciente use a mão biônica por um mês para ver como ele se adapta ao membro artificial. “Se tudo correr bem, um modelo completo de trabalho estará pronto para testes dentro de dois anos”, acrescentou. Uma das questões pendentes é se os pacientes serão capazes de tolerar ter como membro um ligado a eles o tempo todo, ou se seria necessário removê-lo periodicamente para dar-lhes um descanso.

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